As viagens corporativas entraram em uma nova fase. Se antes o foco estava apenas em deslocar pessoas para reuniões, em 2026 elas se consolidam como um pilar estratégico do negócio, integrando tecnologia, dados, sustentabilidade e bem-estar. O cenário é claro: viajar a trabalho deixou de ser custo inevitável para se tornar investimento mensurável, inteligente e responsável.
A seguir, exploramos as principais tendências que estão moldando o futuro das viagens corporativas e como elas refletem um mercado mais maduro, eficiente e humano.
Tecnologia e automação: eficiência na veia
T&E sincronizado
Planilhas isoladas e processos manuais ficaram para trás. Em 2026, a integração total entre Travel & Expense (T&E) é padrão. Reservas, despesas, políticas e reembolsos operam de forma sincronizada, reduzindo erros, retrabalho e aumentando a visibilidade em tempo real. O resultado é mais controle para as empresas e menos fricção para os viajantes.
IA e dados
A Inteligência Artificial deixou de ser promessa e passou a ser prática. Algoritmos analisam históricos de viagens, comportamento dos colaboradores e variações de preços para recomendar melhores rotas, antecipar custos e apoiar decisões estratégicas. Dados confiáveis permitem prever cenários, negociar melhor com fornecedores e alinhar viagens aos objetivos do negócio.
Foco em valor e eficiência: viajar com propósito
Viagem como investimento
A pergunta já não é “quanto custa viajar?”, mas sim “qual valor essa viagem gera?”. Reuniões presenciais, eventos e visitas a clientes são avaliados pelo impacto em resultados, relacionamentos e inovação. Viagens com propósito claro ganham prioridade; deslocamentos sem retorno estratégico tendem a ser substituídos por soluções híbridas ou digitais.
Gestão de custos
Controle não significa restrição cega. Em 2026, a gestão de custos é inteligente, baseada em dados e políticas flexíveis. Ferramentas automatizadas ajudam a manter o orçamento sob controle sem comprometer a experiência do viajante, equilibrando economia e produtividade.
Sustentabilidade: de discurso a prática
Metas de carbono
As metas de redução de emissões tornaram-se parte da estratégia corporativa. Empresas passam a medir, reportar e compensar o impacto ambiental das viagens, escolhendo fornecedores mais sustentáveis, rotas mais eficientes e alternativas de menor pegada de carbono.
Responsabilidade ambiental
Mais do que cumprir metas, cresce a consciência coletiva. Viagens corporativas refletem os valores da empresa, influenciando decisões como hospedagens responsáveis, redução de desperdícios e incentivo a práticas sustentáveis durante todo o deslocamento.
Experiência e bem-estar: o viajante no centro
Natureza e desaceleração
O excesso de agendas intensas e deslocamentos exaustivos ficou no passado. Ganha força a busca por destinos que promovem contato com a natureza, pausas estratégicas e equilíbrio físico e mental. O bem-estar do colaborador é visto como fator direto de performance.
Country hopping
A combinação de múltiplos países em uma única viagem, de forma planejada e eficiente, se consolida como tendência. O country hopping otimiza tempo, amplia oportunidades de negócios e reduz deslocamentos repetitivos, alinhando produtividade e estratégia.
Multigeracionais
As viagens corporativas agora atendem a um público multigeracional, com expectativas distintas. Flexibilidade, personalização e tecnologia intuitiva são essenciais para engajar desde profissionais mais jovens até lideranças experientes, garantindo inclusão e conforto para todos.
O que ficou para trás — e o que veio para ficar
Ficaram para trás os processos manuais, a falta de visibilidade, o foco exclusivo em custo e a negligência com o impacto ambiental e humano. Chegaram para ficar a automação, o uso estratégico de dados, a sustentabilidade mensurável e a centralidade na experiência do viajante.
Em 2026, as viagens corporativas não apenas acompanham a evolução do mercado elas impulsionam resultados, fortalecem culturas organizacionais e refletem empresas mais conscientes, eficientes e preparadas para o futuro.


